Sei que a poesia já fez essa pergunta. A música, erudita ou popular, também a fez. A Filosofia e a Teologia, muito provavelmente, já formularam essa hipótese. Pois bem: e se o amor não existisse?
Suponho que não haveria poesia, nem música erudita ou popular, nem Filosofia ou Teologia... Quer saber? Nem geografia, história, biologia, matemática. Nada. Não estudaríamos.
Ninguém seria alfabetizado e não sei se deixaríamos de ser macacos. Ou, quem sabe, nem mesmo chegaríamos a ser macacos. Pararíamos em algum estágio bem antes disso.
Seríamos platelmintos, nematelmintos, anelídeos... No máximo, no melhor dos cenários - sem o amor - seríamos celenterados. É isso. Seríamos aqueles seres do mar, que ficam ali sem fazer coisa alguma e vivem sem saber por quê.
Mas o amor existe.
O problema é que o amor não sabe existir sozinho. Ele traz consigo uma série de outras coisas (e não apenas poesia, ciências humanas e exatas, a humanidade etc...). Ele traz mágoas, tristezas, raivas, ódios...
O amor provoca guerras e urticária, chacinas e dor-de-cabeça, genocídios e irritação nas axilas. O amor é uma pedrinha metafórica num sapato quase real; ou uma imensa pedra real no meio de nossa estradinha metafórica.
É inteorizável.
Além desses malefícios existenciais, a produção cultural que acompanha o amor não se limita às chamadas "belas artes". Tal sentimento também propiciou e ainda propicia coisas como péssima literatura, música da pior qualidade, festas horríveis e filmes muito chatos.
Sei não, mas às vezes penso que talvez fosse melhor ser uma anêmona. Ou então uma estrela-do-mar tão bonita quanto ignorante; no auge da felicidade, exatamente por não saber o que é ser ou deixar de ser feliz.
E sem ouvir música sertaneja.
Suponho que não haveria poesia, nem música erudita ou popular, nem Filosofia ou Teologia... Quer saber? Nem geografia, história, biologia, matemática. Nada. Não estudaríamos.
Ninguém seria alfabetizado e não sei se deixaríamos de ser macacos. Ou, quem sabe, nem mesmo chegaríamos a ser macacos. Pararíamos em algum estágio bem antes disso.
Seríamos platelmintos, nematelmintos, anelídeos... No máximo, no melhor dos cenários - sem o amor - seríamos celenterados. É isso. Seríamos aqueles seres do mar, que ficam ali sem fazer coisa alguma e vivem sem saber por quê.
Mas o amor existe.
O problema é que o amor não sabe existir sozinho. Ele traz consigo uma série de outras coisas (e não apenas poesia, ciências humanas e exatas, a humanidade etc...). Ele traz mágoas, tristezas, raivas, ódios...
O amor provoca guerras e urticária, chacinas e dor-de-cabeça, genocídios e irritação nas axilas. O amor é uma pedrinha metafórica num sapato quase real; ou uma imensa pedra real no meio de nossa estradinha metafórica.
É inteorizável.
Além desses malefícios existenciais, a produção cultural que acompanha o amor não se limita às chamadas "belas artes". Tal sentimento também propiciou e ainda propicia coisas como péssima literatura, música da pior qualidade, festas horríveis e filmes muito chatos.
Sei não, mas às vezes penso que talvez fosse melhor ser uma anêmona. Ou então uma estrela-do-mar tão bonita quanto ignorante; no auge da felicidade, exatamente por não saber o que é ser ou deixar de ser feliz.
E sem ouvir música sertaneja.
3 comentários:
Sensacional!
Uma surpresa linda numa tarde tediosa e sonolenta! hahaha
Maravilha de "despretensiosa-prosa-poética"! Amei!:)
Bjs,
Mei:)
as vezes eu penso que se o amor não existisse seria menos penoso viver...
abraço
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