Ela o deixou e dessa vez não voltou mais para casa. Ele mereceu e bem sabe disso. Foram muitas as mancadas, tantos os erros. Claro que um dia ela iria para sempre.
Mas para sua sorte, ele vivia num mundo ficcional. Tinha em mãos, portanto - e sem mais delongas - uma máquina do tempo. Imediatamente, pensou em voltar no exato momento em que cometera o primeiro dos erros.
Mas foi mais esperto.
Fez uma lista de tudo que já fizera de errado. Uma lista mais ou menos completa, que por acaso encheu dois cadernos. Por aí, dá para se ter idéia do quanto ela foi paciente antes de definitivamente partir.
Com os erros e pecados catalogados, ele voltou até o ano tal, dia tal, hora tal. Mais uma vez, agradeceu por viver num mundo de ficção. Não valia aquela bobagem de "contínuo espaço-tempo". Nada de paradoxos ou outrs bobagens.
E então se encontraram. Em poucas horas, ela percebeu que ele estava diferente. Estava melhor. Muito melhor! Era outro homem! Um homem sem aqueles vícios todos que ela tinha começado a identificar.
Passaram dois meses em plena felicidade.
Mas as coisas passaram a se tornar difíceis. Eles começaram a brigar por bobagens, por besteiras, por futilidades. As brigas, que em princípio eram também bobas, foram se tornando mais e mais sérias.
Um dia, diante da impossibilidade de convívio, ela foi embora e o deixou. Dessa vez, porém, ele não entendeu sua partida. Soube, por amigos em comum, que ela não suportava mais a agonia de viver com um homem sem defeitos.
A história acabaria aqui.
Chegou um anjo, ou algo assim, passando lição de moral, explicando que há coisas que estão escritas nas estrelas e não podem ser mudadas. Foi um discurso edificante, que ele ouviu inteiro sem bocejar. Mas dicordou.
Afinal, como ele próprio lembrou ao anjo, aquele era um mundo ficcional. E ele usaria a máquina do tempo quantas e quantas vezes fosse necessário para que se ajustasse ao que fosse bom para viver o amor de sua vida.
E por mais que se acredite em destino, não há estrela ou constelação que seja páreo para um amor verdadeiro. O anjo não esperava por essa, mas abriu um sorriso.
Agora, sim, acaba a história. Mas a história nunca acaba.
Mas para sua sorte, ele vivia num mundo ficcional. Tinha em mãos, portanto - e sem mais delongas - uma máquina do tempo. Imediatamente, pensou em voltar no exato momento em que cometera o primeiro dos erros.
Mas foi mais esperto.
Fez uma lista de tudo que já fizera de errado. Uma lista mais ou menos completa, que por acaso encheu dois cadernos. Por aí, dá para se ter idéia do quanto ela foi paciente antes de definitivamente partir.
Com os erros e pecados catalogados, ele voltou até o ano tal, dia tal, hora tal. Mais uma vez, agradeceu por viver num mundo de ficção. Não valia aquela bobagem de "contínuo espaço-tempo". Nada de paradoxos ou outrs bobagens.
E então se encontraram. Em poucas horas, ela percebeu que ele estava diferente. Estava melhor. Muito melhor! Era outro homem! Um homem sem aqueles vícios todos que ela tinha começado a identificar.
Passaram dois meses em plena felicidade.
Mas as coisas passaram a se tornar difíceis. Eles começaram a brigar por bobagens, por besteiras, por futilidades. As brigas, que em princípio eram também bobas, foram se tornando mais e mais sérias.
Um dia, diante da impossibilidade de convívio, ela foi embora e o deixou. Dessa vez, porém, ele não entendeu sua partida. Soube, por amigos em comum, que ela não suportava mais a agonia de viver com um homem sem defeitos.
A história acabaria aqui.
Chegou um anjo, ou algo assim, passando lição de moral, explicando que há coisas que estão escritas nas estrelas e não podem ser mudadas. Foi um discurso edificante, que ele ouviu inteiro sem bocejar. Mas dicordou.
Afinal, como ele próprio lembrou ao anjo, aquele era um mundo ficcional. E ele usaria a máquina do tempo quantas e quantas vezes fosse necessário para que se ajustasse ao que fosse bom para viver o amor de sua vida.
E por mais que se acredite em destino, não há estrela ou constelação que seja páreo para um amor verdadeiro. O anjo não esperava por essa, mas abriu um sorriso.
Agora, sim, acaba a história. Mas a história nunca acaba.
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