Quarta-feira, Novembro 07, 2007

O ROTEIRO PIEGAS

- Poderia ser tudo um filme, né?

- Sei... Às vezes eu acho que conheço o filme e morro no final!

- Não, não... Um filme-filme. Sem piada.

- Sem piada? Como pode? Não é um filme.

- Sim, eu sei. Não é. Mas, se fosse...

- Ah! Seeeeeeeeee fosse...

- Isso! Se fosse... Como seria?

- Não sei. A idéia é sua...

- Poderíamos pegar uma estrada, dessas bem grandes... Fugir!

- Isso! Fugir! Mas pra onde?

- Não sei... Uma fuga... Nos filmes eles fogem pro México, né? Aqui, não dá para ir ao Paraguai. Então é só uma fuga. Até, sei lá, até algum lugar.

- Uma fuga para nada...

- Sim. A viagem é o que importa. E nós dois juntos, claro...

- Claro, claro... E dinheiro?

- Ganhamos na loteria no meio do caminho, ou achamos uma mala de dinheiro, ou ganhamos algum prêmio, ou alguma coisa assim...

- Suuuuper fácil, né?

- É filme!

- Tá, tá. Mas como acaba o filme? Tem final feliz?

- Não tem final. Não existe final feliz.

- Ih, lá vem você... Vai, fala. Como acaba?

- Não acaba. O final mais feliz possível é não ter fim.

- Você fala coisas bobas, mas isso aí é lindo.

1 comentários:

Ana disse...

Adorei. Concordo: "O final mais feliz possível é não ter fim.".
Daria um belo roteiro, não de filme, mas de vidas...
beijos
Ana
www.mineirasuai.blogpsot.com