Eu passei e ela ficou. Foi exatamente isso que aconteceu e é bom avisar desde logo: não há qualquer culpado nisso. Se é para buscar culpas, joguemo-la sobre o tempo, essa abstração inevitável (ou seria uma concretude intangível por nós, mas que nos tange até não mais poder?).
Ela ficou. Eu passei. Ela está aqui comigo agora; em hipóteses, em possibilidades, em sonhos. Em desejos absolutamente carnais e lascivos e em vontadezinhas totalmente românticas.
Ela está comigo numa tarde maravilhosa de puro sexo irracional (há sexo racional?); e está comigo numa noite de filmes e música e cafunés e isso tudo. Está comigo em viagens para a praia e em passeios sei lá pra onde.
Eu passei.
Não sei quando, mas provavelmente faz tempo. Acho que foi quando ela refletiu sobre um abraço de quando dormimos juntos; e dormimos juntos por uma série de fatores do acaso.
Eu a abracei e a cobri de carinhos e beijos, um tanto por instinto, outro tanto por fatores inexplicáveis. Eu a abracei nem sei por quê. Talvez não haja um motivo. Abracei porque talvez já soubesse que ela ficaria aqui comigo para sempre.
E passei não por ter sido inconveniente. Mas porque ela gostou; e não podia gostar. E agora sou eu que gosto - mesmo sem poder - mas não consigo fazê-la passar.
Ela fica aqui comigo.
Ela ficou. Eu passei. Ela está aqui comigo agora; em hipóteses, em possibilidades, em sonhos. Em desejos absolutamente carnais e lascivos e em vontadezinhas totalmente românticas.
Ela está comigo numa tarde maravilhosa de puro sexo irracional (há sexo racional?); e está comigo numa noite de filmes e música e cafunés e isso tudo. Está comigo em viagens para a praia e em passeios sei lá pra onde.
Eu passei.
Não sei quando, mas provavelmente faz tempo. Acho que foi quando ela refletiu sobre um abraço de quando dormimos juntos; e dormimos juntos por uma série de fatores do acaso.
Eu a abracei e a cobri de carinhos e beijos, um tanto por instinto, outro tanto por fatores inexplicáveis. Eu a abracei nem sei por quê. Talvez não haja um motivo. Abracei porque talvez já soubesse que ela ficaria aqui comigo para sempre.
E passei não por ter sido inconveniente. Mas porque ela gostou; e não podia gostar. E agora sou eu que gosto - mesmo sem poder - mas não consigo fazê-la passar.
Ela fica aqui comigo.
4 comentários:
Linda demais a sua mensagem........
Tudo passou, mas o mais importante é que o seu jeito meigo, a sua dedicação, a sua vontade de se entregar por inteiro não passa.
O amor tem dessas coisas, simplesmente faz pessoas surgirem em nossas vidas e como num piscar de olhos, desaparecerem.
O que importa é que em cada romance, ou qualquer outra nomenclatura que queira atribuir, você passou dedicando-se ao máximo e dando o melhor de si, pois carinho faz parte de sua natureza singela e ímpar.
Pode não ter passado dentro do seu coração, mas passou, fez parte e outras ainda passarão....até o dia em que uma só, uma única em especial, não passará....
Bjs
Fran ;-)
Amei esse texto. Como muitos outros. Mas esse em especial, transmite emoção demais...
Não sei se podemos afirmar quando algo ou alguém "passou", julgamos pelo momento atual, e tudo pode mudar. Amores superam o impossível.
O tempo passa, mas o carinho permanece, Nando. Muitas vezes a hora passa, o ponto passa, sabe como? Ou então ela demora a chegar. Muitas vezes o sentimento muda, ou não. Amadurece, rejuvenece... Who knows?
Só sei que gostei muitíssimo deste texto.
Beijo
Ana.
www.mineirasuai.blogspot.com
Outra história...
Ele passou e eu fiquei. Detesto isso. Tão melhor quando eles ficam e a gente passa e ainda dá um tchauzinho escroto antes de fechar a porta. Valeu foi bom adeus no melhor estilo axé music que eu odeio. Gozei sai de cima que eu quero beber água. Me abraça até eu dormir depois me larga. Escova os dentes antes de eu acordar, por favor. Também gosto muito de você depois eu te ligo tchau.
Que saco. Ele passou e eu fiquei. Bem que meu amigo me falou “cochilou cachimbo cai”. “Foda-se, eu não fumo cachimbo...”. E era eu que tava passando. E sei exatamente quando e sei de quem foi a culpa. E foi no sofá de noite, depois na conversa no táxi com o beijo com gosto de cerveja depois da boa notícia. E foi na madrugada quando saiu e me beijou e eu quis que ficasse e menti. E na ladeira com a turma e eu quis que ficasse e menti e entrei no carro e fui embora.
E tantos anos e tantas esbarradas e nunca bate e sempre encontra e nunca começa nem termina e agora terminou.
E eu nem achei que ia doer e doeu. Vaidade é uma merda e mistura com solidão e carência e prepotência e dói igual. Ele não está mais comigo em lugar nenhum e eu sinto falta da idéia e dos momentos poucos e das possibilidades muitas e da distancia sempre.
Eu tava olhando pro outro lado e não senti quando ele se mexeu e tirou a perna debaixo da minha mão. Eu tava olhando pro outro lado e ele passou.
Ele passou por mim.
E eu fiquei aqui.
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