Algumas coisas só acontecem quando se tem uma história a dois. O papo, por exemplo, vai longe, e nenhum dos dois sabe como começou e tampouco pensa em terminá-lo. É uma conversa sem fim, sobre tudo e sobre nada; é sobre os dois, mas sem que seja explicitamente sobre isso.
O papo-prazer, o papo-delícia, é esse o diálogo mais legítimo, pois pouco importa seu conteúdo, mas sim o fato de que o tempo passa sem que qualquer um dos dois perceba. E é importante que seja entremeado de risadas e desejo, sempre na dose exata cuja receita numérica todos desconhecem, mas cujo prazer do momento todos bem sabem qual seja.
E os olhos, quando as duas pessoas se conhecem há tempos, sabem como olhar uns aos outros; e também sabem a hora de fechar, pois essa é a hora dos outros sentidos, como o tato. O prazer táctil é único quando corpos que se conhecem, pois ambos conhecem todos os caminhos e atalhos uns dos outros.
E esses dois conhecidos - íntimos assim em tudo - não têm segredos, e ao mesmo tempo jamais sentem falta da surpresa, pois se completam de tal forma que o "friozinho na barriga", naquele momento, dá vez a algo muito maior e totalmente inexplicável.
Não há o "alto" da paixão absurda, nem o "baixo" da rotina estabelecida, mas sim uma intensidade que transcende a essas medições corriqueiras. Os dois, juntos, são todo um universo, e assim o são porque inevitavelmente todo o resto do mundo desaparece e nada significa quando se vêem, se falam, se ouvem, se tocam.
Nada disso faz muito sentido pelo simples fato de que não há história alguma entre os dois, nem essa intimidade típica dos casais que têm uma história longa. Como explicar a intimidade que têm sem que ao menos se conheçam?
Ele já desistiu de explicar, bem como desistiu de rotular, nomear, dar adjetivos ou mesmo fazer análises. Tanto que esta pára por aqui. De agora em diante, conta as pintinhas lindas que ela tem. E só.
De que vale tanta razão se, quando pensa nela, ele abre mão de todas as coisas minimamente racionais? Chega de teorias, portanto. Isso não cabe no mundo dos sonhos.
O papo-prazer, o papo-delícia, é esse o diálogo mais legítimo, pois pouco importa seu conteúdo, mas sim o fato de que o tempo passa sem que qualquer um dos dois perceba. E é importante que seja entremeado de risadas e desejo, sempre na dose exata cuja receita numérica todos desconhecem, mas cujo prazer do momento todos bem sabem qual seja.
E os olhos, quando as duas pessoas se conhecem há tempos, sabem como olhar uns aos outros; e também sabem a hora de fechar, pois essa é a hora dos outros sentidos, como o tato. O prazer táctil é único quando corpos que se conhecem, pois ambos conhecem todos os caminhos e atalhos uns dos outros.
E esses dois conhecidos - íntimos assim em tudo - não têm segredos, e ao mesmo tempo jamais sentem falta da surpresa, pois se completam de tal forma que o "friozinho na barriga", naquele momento, dá vez a algo muito maior e totalmente inexplicável.
Não há o "alto" da paixão absurda, nem o "baixo" da rotina estabelecida, mas sim uma intensidade que transcende a essas medições corriqueiras. Os dois, juntos, são todo um universo, e assim o são porque inevitavelmente todo o resto do mundo desaparece e nada significa quando se vêem, se falam, se ouvem, se tocam.
Nada disso faz muito sentido pelo simples fato de que não há história alguma entre os dois, nem essa intimidade típica dos casais que têm uma história longa. Como explicar a intimidade que têm sem que ao menos se conheçam?
Ele já desistiu de explicar, bem como desistiu de rotular, nomear, dar adjetivos ou mesmo fazer análises. Tanto que esta pára por aqui. De agora em diante, conta as pintinhas lindas que ela tem. E só.
De que vale tanta razão se, quando pensa nela, ele abre mão de todas as coisas minimamente racionais? Chega de teorias, portanto. Isso não cabe no mundo dos sonhos.
2 comentários:
Não dá para explicar, talvez por isso seja tão gostoso. Mas é só uma teoria... :-)
Bj.
tá inspirado hein!!!adorei!!
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