Seria um tanto hiperbólico dizer que ela fez fama diante de seus bons resultados nos testes que realizara. A verdade é que ela era um fiasco nas avaliações; Um fracasso completo.
Mas não era burra. Ao contrário, era muito inteligente, mas sofria daquilo que os médicos chamavam de "Tensão Diante da Provação", e que seu irmão mais novo considerava "frescura do caralho". Essa briga conceitual, inclusive, perdurou por anos - e a tese do caçulinha atualmente leva vantagem junto ao resto da família.
Ainda no primário, algumas professoras pensavam que poderia ser um caso de "dislexia disciplinar", já que certa vez respondeu a prova de matemática na folha de português; e vice-versa (pra completar, tirou zero em ambas, mesmo depois que passaram as respostas para as avaliações correspondentes).
Aos trancos e barrancos, lá pelos vinte e cinco anos de idade, conseguiu a formatura. E assim conseguiu ingressar no ginásio.
Desta vez, porém, optou por uma instituição de ensino que adotava uma impressionante medida de desburocratização, pela qual seria possível conseguir o outro diploma simplesmente lhes entregando uma determinada quantia em dinheiro.
Ainda aos vinte e cinco, conseguiu formar-se no colegial. Viria agora o grande desafio: o vestibular.
Na primeira vez em que fez a prova, levou inadvertidamente a folha de respostas para casa, acreditando ser um modelo de "ponto cruz". E só descobriu o equívoco quando deu ao irmão mais novo um suéter com o "Gabarito da Prova C" bordado.
Desistiu do vestibular lá pela décima tentativa. Embora não fosse um sucesso nas provas, conseguiu fazer amizade com praticamente todos os examinadores, tendo sido convidada para uma série de batizados e outros convescotes do pessoal.
Naquela fase de sua vida, já ganhava um dinheirão com a empresa de moda e não havia mais sentido em prestar vestibular. Até porque, desde a primeira vez, prestava para Biologia - um curso que teria pouca utilidade para quem lida com confecção de roupas.
Mas, enfim, ela era uma porcaria na hora de fazer provas. Qualquer que fosse a prova. "Tensão Diante da Provação"? "Frescura do Caralho"? Sabe-se lá. Ela não acertava nada.
O que ninguém sabe é que ela guarda com orgulho uma folha de revista, já amarelada, com sua única nota dez. E dez com louvor! Esse êxito aconteceu há muitos anos, quando realizou o teste "Você Sabe Beijar?", de uma revista da qual era assinante na adolescência.
Disso, o caçula não sabe. Até porque daria mais fôlego à sua doutrina.
Mas não era burra. Ao contrário, era muito inteligente, mas sofria daquilo que os médicos chamavam de "Tensão Diante da Provação", e que seu irmão mais novo considerava "frescura do caralho". Essa briga conceitual, inclusive, perdurou por anos - e a tese do caçulinha atualmente leva vantagem junto ao resto da família.
Ainda no primário, algumas professoras pensavam que poderia ser um caso de "dislexia disciplinar", já que certa vez respondeu a prova de matemática na folha de português; e vice-versa (pra completar, tirou zero em ambas, mesmo depois que passaram as respostas para as avaliações correspondentes).
Aos trancos e barrancos, lá pelos vinte e cinco anos de idade, conseguiu a formatura. E assim conseguiu ingressar no ginásio.
Desta vez, porém, optou por uma instituição de ensino que adotava uma impressionante medida de desburocratização, pela qual seria possível conseguir o outro diploma simplesmente lhes entregando uma determinada quantia em dinheiro.
Ainda aos vinte e cinco, conseguiu formar-se no colegial. Viria agora o grande desafio: o vestibular.
Na primeira vez em que fez a prova, levou inadvertidamente a folha de respostas para casa, acreditando ser um modelo de "ponto cruz". E só descobriu o equívoco quando deu ao irmão mais novo um suéter com o "Gabarito da Prova C" bordado.
Desistiu do vestibular lá pela décima tentativa. Embora não fosse um sucesso nas provas, conseguiu fazer amizade com praticamente todos os examinadores, tendo sido convidada para uma série de batizados e outros convescotes do pessoal.
Naquela fase de sua vida, já ganhava um dinheirão com a empresa de moda e não havia mais sentido em prestar vestibular. Até porque, desde a primeira vez, prestava para Biologia - um curso que teria pouca utilidade para quem lida com confecção de roupas.
Mas, enfim, ela era uma porcaria na hora de fazer provas. Qualquer que fosse a prova. "Tensão Diante da Provação"? "Frescura do Caralho"? Sabe-se lá. Ela não acertava nada.
O que ninguém sabe é que ela guarda com orgulho uma folha de revista, já amarelada, com sua única nota dez. E dez com louvor! Esse êxito aconteceu há muitos anos, quando realizou o teste "Você Sabe Beijar?", de uma revista da qual era assinante na adolescência.
Disso, o caçula não sabe. Até porque daria mais fôlego à sua doutrina.
3 comentários:
simples e funcional. Gostei.
O triste não é fazer o teste, o triste é passar neles e não ter dinheiro para executa-los.
Ei de ser ainda um Jornalista! hehe
Abraços
fatos verídicos.Eu sou o caçula
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