Então ele a viu e pela primeira vez não sabia o que pensar. Nem sonhava em dizer nada, já que mal lhe surgiam idéias. Ele, sempre tão falante e esperto para dizer a coisa certa na hora certa viu o tempo parar diante de sua falta de criatividade.
E o tempo era o que menos importava.
Porque não se viram assim como se vêem os casais daqueles casos da primeira vista. Ele a viu de um jeito diferente daquele pelo qual estava acostumado e, talvez por isso, tudo o encantava ainda mais.
Ela, sem dúvida, era uma das mulheres mais bonitas que já viu. E isso é curioso porque ela não tem uma beleza óbvia, daquelas que vão pra linha de frente de programas televisivos juvenis; mas também não tem uma beleza exótica daquelas que são enaltecidas sem que entendamos ao certo seu valor estético.
Ela é bonitona, mesmo: toda linda... olhos, boca, nariz, pele, tamanho. O incrível disso tudo, porém, é que a beleza ficou em segundo plano quando a conheceu, quando ela soltou piadas e tiradas brilhantes.
Sua mordacidade, já mais atraente que a própria beleza, parecia que tinha naquele exercício involuntário de superação pelas virtudes uma razão de ser que, complicando tudo, era irracional.
Cabia ao moço, àquela altura, apenas transformar encanto em metafísica superficial; e a falta de reação - então inusitada -, em raciocínios supostamente bem elaborados mas no fundo desprovidos de qualquer lógica.
Como defini-la? Bonita? Amiga? Gostosa? Politizada? Engraçada? Ele não conseguia. E não conseguiu. Permaneceu quieto e o tempo passou. Ele queria ter dito tanta coisa, mas acima de tudo o quanto a soma de todas aquelas virtudes, em vez de criar um ser mitológico, compunha uma menina real e humana.
E absolutamente encantadora.
Foi então que ele descobriu que o tempo não havia passado e ele ainda estava ali em silêncio, pensando. E ele mal via a hora de começar a história de verdade; qualquer que seja o desfecho.
E o tempo era o que menos importava.
Porque não se viram assim como se vêem os casais daqueles casos da primeira vista. Ele a viu de um jeito diferente daquele pelo qual estava acostumado e, talvez por isso, tudo o encantava ainda mais.
Ela, sem dúvida, era uma das mulheres mais bonitas que já viu. E isso é curioso porque ela não tem uma beleza óbvia, daquelas que vão pra linha de frente de programas televisivos juvenis; mas também não tem uma beleza exótica daquelas que são enaltecidas sem que entendamos ao certo seu valor estético.
Ela é bonitona, mesmo: toda linda... olhos, boca, nariz, pele, tamanho. O incrível disso tudo, porém, é que a beleza ficou em segundo plano quando a conheceu, quando ela soltou piadas e tiradas brilhantes.
Sua mordacidade, já mais atraente que a própria beleza, parecia que tinha naquele exercício involuntário de superação pelas virtudes uma razão de ser que, complicando tudo, era irracional.
Cabia ao moço, àquela altura, apenas transformar encanto em metafísica superficial; e a falta de reação - então inusitada -, em raciocínios supostamente bem elaborados mas no fundo desprovidos de qualquer lógica.
Como defini-la? Bonita? Amiga? Gostosa? Politizada? Engraçada? Ele não conseguia. E não conseguiu. Permaneceu quieto e o tempo passou. Ele queria ter dito tanta coisa, mas acima de tudo o quanto a soma de todas aquelas virtudes, em vez de criar um ser mitológico, compunha uma menina real e humana.
E absolutamente encantadora.
Foi então que ele descobriu que o tempo não havia passado e ele ainda estava ali em silêncio, pensando. E ele mal via a hora de começar a história de verdade; qualquer que seja o desfecho.
7 comentários:
Homem... Adorei isso. Mesmo! Adoro histórias que estão para acontecer de verdade. :)
Um beijo.
Pelo pouco que li, adorei aqui.
Voltarei mais vezes... Voltarei!
=D
O texto é lindo. Adorei!
Mas essa sensação de mudez - por ser tããããão possível - diante do extraordinário é que acaba com a gente...
beijo, beijo, beijo!
Carol "Flogada" ( acho que só vc me chama assim! hehehehe)
Qualquer desfecho vale a pena com um preâmbulo assim.
Eita, que essa menina tem sorte, hein, Gravata? E você também. ;) Que boniteza de texto. Meus parabéns! Beijinhos.
Excelente texto, como sempre!
Adorei esse texto tão mudo...
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