É claro que temos uma história a dois, convivemos há anos e nossa vida já passou por todo tipo de ventura e desventura. Mas gosto de pensar que foi ontem. Gosto de pensar que hoje é o primeiro dia.
Ontem, por exemplo, eu a vi por acaso, num ônibus, e com súbita coragem - coisa que me falta - perguntei seu nome, falei sobre destino - coisa em que não acredito - e assim viemos parar aqui.
Ou então, ontem nos esbarramos num supermercado, talvez na seção de comidas para animais, e o engraçado disso tudo é que nenhum dos dois tem animal de estimação.
Mas talvez tenha sido num cabaré, como aqueles de décadas ou séculos atrás, com dançarinas muito bem vestidas, e senhores respeitáveis aproveitando a hora de folga com os amigos.
Ah, o cabaré pode também ser um puteiro, desses com a nova moda da "pole dance", e nos apaixonamos após uma exibição de seus atributos na tal pilastra em meio a alguma música ensurdecedora.
Se bem que poderia tê-la visto na livraria aqui do bairro - e pouco importa se não moramos perto um do outro, ora bolas! Poderia, sim! Ela perguntando para mim sobre algum livro que eu estivesse folheando, e eu dando uma explicação mirabolante tentando disfarçar minha ignorância.
Na arquibancada do estádio, num jogo do São Paulo. No corredor de um hotel. No elevador de um prédio comercial. Na calçada de uma avenida movimentada, ou na pista quase vazia do parque municipal, ou na praia, ou na montanha.
E, afinal, ontem, mesmo?
...
Olha ela aqui, deitada, tão linda. Nem faz idéia de quão maluco é seu homem, que pensa nas mais variadas bobeiras e inventa histórias malucas num "faz-de-conta" lírico, sexual e definitivamente doido.
Como é o amor.
Ontem, por exemplo, eu a vi por acaso, num ônibus, e com súbita coragem - coisa que me falta - perguntei seu nome, falei sobre destino - coisa em que não acredito - e assim viemos parar aqui.
Ou então, ontem nos esbarramos num supermercado, talvez na seção de comidas para animais, e o engraçado disso tudo é que nenhum dos dois tem animal de estimação.
Mas talvez tenha sido num cabaré, como aqueles de décadas ou séculos atrás, com dançarinas muito bem vestidas, e senhores respeitáveis aproveitando a hora de folga com os amigos.
Ah, o cabaré pode também ser um puteiro, desses com a nova moda da "pole dance", e nos apaixonamos após uma exibição de seus atributos na tal pilastra em meio a alguma música ensurdecedora.
Se bem que poderia tê-la visto na livraria aqui do bairro - e pouco importa se não moramos perto um do outro, ora bolas! Poderia, sim! Ela perguntando para mim sobre algum livro que eu estivesse folheando, e eu dando uma explicação mirabolante tentando disfarçar minha ignorância.
Na arquibancada do estádio, num jogo do São Paulo. No corredor de um hotel. No elevador de um prédio comercial. Na calçada de uma avenida movimentada, ou na pista quase vazia do parque municipal, ou na praia, ou na montanha.
E, afinal, ontem, mesmo?
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Olha ela aqui, deitada, tão linda. Nem faz idéia de quão maluco é seu homem, que pensa nas mais variadas bobeiras e inventa histórias malucas num "faz-de-conta" lírico, sexual e definitivamente doido.
Como é o amor.